Geral Casa circular desafia a arquitetura tradicional e funde-se na selva Situada nas terras altas da Indonésia, a Villa Omah Prana é uma residência em forma anel com 475 m2, sem cantos e cheia de luz. 18 mai 2026 min de leitura Descobrimos mais um daqueles projetos que desafiam a forma tradicional de desenhar uma habitação. Em vez de paredes em linha reta e cantos bem marcados, hoje entramos num anel perfeito, onde a arquitetura se organiza em torno de um vazio cheio de luz. As casas circulares estão a ganhar terreno, muito graças às vantagens da sua planta: um pátio central que traz luz natural e ventilação a todas as divisões, com janelas voltadas tanto para o interior como para a paisagem em redor. Nas terras altas de Payangan, na Indonésia, o arquiteto germano‑indonésio Alexis Dornier leva esta ideia ao extremo na Villa Omah Prana, uma casa sem cantos pensada para uma imersão total na natureza exuberante de Bali, onde arquitetura e paisagem se fundem numa experiência contínua. KIE Implantada num cenário de floresta tropical, esta casa de 475 metros quadrados (m2) organiza‑se em torno de um eixo central, transformando cada divisão num miradouro privado. É o próprio arquiteto que o resume assim: trata‑se de “uma planta em forma de anel que coloca todos os compartimentos ao longo do perímetro, orientando‑os para a paisagem envolvente”. KIE Esta organização faz com que viver aqui seja uma passagem constante entre a proteção da casa e a imensidão da floresta, num vai‑e‑vem suave entre interior e exterior. O que torna este projeto verdadeiramente especial é a sua inesperada fonte de inspiração: o desenho nasce diretamente dos esboços conceptuais de Ken Adam para o filme de James Bond, “Moonraker”. A influência do cinema traduz‑se numa geometria ousada e escultural, que lembra as estações espaciais dos anos 70, mas que, neste caso, é “aterrada” através do uso de materiais e recursos naturais locais, ancorando o futurismo da forma à paisagem tropical de Bali. KIE Longe de ser fria ou demasiado tecnológica, a villa transmite uma sensação de aconchego graças a uma reinterpretação contemporânea da artesanato local. Os seus muros de tijolo escuro são colocados num complexo padrão em espinha, representando a tradição dos tecidos de Bali. Estas paredes não só definem a estrutura como integram zonas vazias que funcionam como autênticos muxarabis naturais, deixando entrar e filtrar a luz do sol e permitindo que a brisa atravesse os quartos. O resultado? menor necessidade de climatização artificial e uma casa muito mais sustentável, que respira ao ritmo do clima tropical que a rodeia. KIE O coração da casa é, sem dúvida, o pátio interior central. Organizada À volta de um grande canteiro circular em tijolo, a moradia “respira para dentro". A cobertura acompanha a curvatura do edifício e inclina‑se suavemente até um óculo central que deixa entrar a luz e a água da chuva, alimentando o jardim interior e criando, ao mesmo tempo, um microclima próprio no centro da casa. KIE O interior da Villa Omah Prana afasta‑se do luxo pretensioso e concentra‑se na honestidade dos materiais. O mobiliário e toda a carpintaria, executados em madeira clara, foram organizados de modo a seguir eixos radiais, reforçando a sensação de fluidez e de movimento contínuo ao longo de toda a casa. KIE Nesta casa não há barreiras visuais: a sala e a zona de refeições abrem‑se diretamente tanto para a piscina exterior como para o pátio central, esbatendo por completo os limites entre o que está coberto e o que está ao ar livre. Segundo o arquiteto, a moradia “convida a uma observação de perto; é rica em detalhes, mas mantém‑se serena e profundamente ligada à terra”. Fonte: Villa circular em Bali ao estilo dos filmes de James Bond — idealista/news Geral Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado