Arrendar casa está mais barato: Porto e Braga lideram queda de preços Rendas das casas em Portugal voltaram a descer em fevereiro, consolidando a tendência dos últimos meses, mostra o idealista. 03 mar 2026 min de leitura O mercado nacional de arrendamento está a dar sinais de estar a tornar-se mais acessível, depois de um período em que as casas para arrendar estavam a ficar cada vez mais caras. Prova disso é que em fevereiro de 2026, as rendas das casas em Portugal voltaram a descer na ordem dos 1,4%, face ao mesmo mês do ano passado, num contexto que continua a ser de elevada procura, mas que agora é acompanhada por um aumento da oferta de imóveis disponíveis para arrendar no país. Os dados mostram assim que arrendar casa passou a ter o custo mediano de 16,2 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês passado, afastando-se do máximo histórico de 17 euros/m2 registado em outubro de 2025. E, tal como indica o índice de preços do idealista, trata-se de uma tendência de rendas mais baratas, que se tem vindo a consolidar nos últimos meses, com a variação trimestral a situar-se numa quebra de preços na ordem dos 2,7%. Lisboa com rendas a estabilizar – mas no Porto caem 2,5% O preço das casas para arrendar aumentou em nove das 15 capitais de distrito (ou de regiões autónomas) analisadas e com amostras representativas. As maiores subidas anuais das rendas registaram-se em Bragança (16,9%), Coimbra (11,4%) e Leiria (10,4%). Com crescimentos das rendas das casas abaixo de dois dígitos está Viana do Castelo (9,8%), Setúbal (9,3%) e Ponta Delgada (9,2%). Observaram aumentos moderados das rendas em Castelo Branco (4,1%), Faro (3,2%) e Aveiro (2,3%). Em sentido contrário, registaram-se descidas anuais no custo de arrendar casa no Porto (-2,5%), Braga (-1,6%), Évora (-1,2%) e Viseu (-0,8%). Já em Lisboa (-0,5%) e no Funchal (0,5%), os preços mantiveram-se praticamente estáveis. Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 21,7 euros/m2, seguida do Porto (16,8 euros/m2) e do Funchal (16,2 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,7 euros/m2), Setúbal (13,7 euros/m2), Coimbra (12,8 euros/m2), Évora (12,4 euros/m2), Aveiro (11,5 euros/m2) e Ponta Delgada (11 euros/m2). No segmento intermédio do custo de arrendamento habitacional está Braga (10,2 euros/m2), Viana do Castelo (9,5 euros/m2) e Leiria (9,3 euros/m2). As capitais mais económicas para arrendar casa continuam a ser Viseu (7,5 euros/m2), Castelo Branco (7,1 euros/m2) e Bragança (6,7 euros/m2). Preço das casas para arrendar por grandes cidades Valor mediano em fevereiro de 2026 (euros/m2/mês) Variação entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano passado (%) Table with 3 columns and 15 rows. (column headers with buttons are sortable) Capitais de distrito (ou de regiões autónomas) Preço (euros/m2) Variação anual (%) Porto 16,8 −2,5% −2,5% −2,5% Braga 10,2 −1,6% −1,6% −1,6% Évora 12,4 −1,2% −1,2% −1,2% Viseu 7,5 −0,8% −0,8% −0,8% Lisboa 21,7 −0,5% −0,5% −0,5% Funchal 16,2 0,5% 0,5% 0,5% Aveiro 11,5 2,3% 2,3% 2,3% Faro 14,7 3,2% 3,2% 3,2% Castelo Branco 7,1 4,1% 4,1% 4,1% Ponta Delgada 11,0 9,2% 9,2% 9,2% Setúbal 13,7 9,3% 9,3% 9,3% Viana do Castelo 9,5 9,8% 9,8% 9,8% Leiria 9,3 10,4% 10,4% 10,4% Coimbra 12,8 11,4% 11,4% 11,4% Bragança 6,7 16,9% 16,9% 16,9% Fonte: idealistaDescarregar estes dadosIncorporar Descarregar imagemCriado com Datawrapper Cinco distritos sentem rendas das casas a descer Entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, os preços das casas para arrendar subiram em 13 dos 20 distritos e ilhas analisadas, mantiveram-se estáveis em dois territórios e desceram em cinco, mostra o idealista. A maior subida anual das rendas das casas registou-se em Bragança (31,2%), seguida de Beja (24,2%), Castelo Branco (17,3%) e Coimbra (16,9%). Observaram-se ainda aumentos na ilha de São Miguel (8,9%), Leiria (6,8%), Aveiro (6%), Portalegre (5%), Setúbal (4,6%), Braga (4,3%), Viana do Castelo (3,7%), Santarém (3,5%) e Évora (2,8%). Já na ilha da Madeira (0,1%) e em Lisboa (-0,2%), os preços das casas para arrendar mantiveram-se estáveis. Em sentido contrário, as maiores descidas anuais das rendas foram sentidas na Guarda (-7%), Vila Real (-6,4%), Faro (-6,1%), Porto (-2,7%) e Viseu (-1,6%). Lisboa lidera o ranking dos distritos e ilhas mais caros para arrendar casa, com um preço mediano de 20 euros/m2, seguida da ilha da Madeira (15,7 euros/m2) e do Porto (15 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,9 euros/m2) e Setúbal (14,5 euros/m2). Com valores das rendas iguais ou acima dos 10 euros/m2 encontram-se ainda Coimbra (11,9 euros/m2), Beja (11,7 euros/m2), São Miguel (11,7 euros/m2), Évora (11,5 euros/m2), Braga (10,3 euros/m2), Aveiro (10,1 euros/m2) e Leiria (10 euros/m2). No segmento intermédio de preços no arrendamento habitacional surgem Viana do Castelo (9,2 euros/m2), Santarém (8,7 euros/m2) e Castelo Branco (8,3 euros/m2). Os distritos mais económicos para arrendar casa continuam a ser Viseu (7,2 euros/m2), Bragança (7,2 euros/m2), Vila Real (7,1 euros/m2), Portalegre (7 euros/m2) e, por fim, a Guarda (6,3 euros/m2). Preço das casas para arrendar por distritos e ilhas Valor mediano em fevereiro de 2026 (euros/m2/mês) Variação entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano passado (%) Table with 3 columns and 20 rows. (column headers with buttons are sortable) Distritos e ilhas Preço (euros/m2) Variação anual (%) Guarda 6,3 −7,0% −7,0% −7,0% Vila Real 7,1 −6,4% −6,4% −6,4% Faro 14,9 −6,1% −6,1% −6,1% Porto 15,0 −2,7% −2,7% −2,7% Viseu 7,2 −1,6% −1,6% −1,6% Lisboa 20,0 −0,2% −0,2% −0,2% Madeira (Ilha) 15,7 0,1% 0,1% 0,1% Évora 11,5 2,8% 2,8% 2,8% Santarém 8,7 3,5% 3,5% 3,5% Viana do Castelo 9,2 3,7% 3,7% 3,7% Braga 10,3 4,3% 4,3% 4,3% Setúbal 14,5 4,6% 4,6% 4,6% Portalegre 7,0 5,0% 5,0% 5,0% Aveiro 10,1 6,0% 6,0% 6,0% Leiria 10,0 6,8% 6,8% 6,8% São Miguel (ilha) 11,7 8,9% 8,9% 8,9% Coimbra 11,9 16,9% 16,9% 16,9% Castelo Branco 8,3 17,3% 17,3% 17,3% Beja 11,7 24,2% 24,2% 24,2% Bragança 7,2 31,2% 31,2% 31,2% Fonte: idealistaDescarregar estes dadosIncorporar Descarregar imagemCriado com Datawrapper Rendas das casas recuam 6,1% no Algarve e 3,3% no Norte Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em quatro das sete regiões portuguesas analisadas, desceram em duas e mantiveram-se estáveis numa, mostram ainda os dados do idealista. As maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se no Centro (8,8%), seguido da Região Autónoma dos Açores (4,6%) e do Alentejo (3,3%). A Região Autónoma da Madeira (0,8%) apresentou um aumento ligeiro. Já a Área Metropolitana de Lisboa, as rendas mantiveram-se estáveis (-0,2%). Em sentido contrário, verificaram-se descidas anuais no Algarve (-6,1%) e no Norte (-3,3%). A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 19,4 euros/m2. Seguem-se a Região Autónoma da Madeira (15,7 euros/m2), Algarve (14,9 euros/m2), Norte (13,7 euros/m2) e Alentejo (11,6 euros/m2). As regiões mais acessíveis para arrendar uma habitação continuam a ser a Região Autónoma dos Açores (10,7 euros/m2) e o Centro (10,1 euros/m2). Rendas das casas mais baratas no AlgarveGetty images Fonte: Rendas das casas voltam a descer em fevereiro - queda foi de 1,4% — idealista/news Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado